Após meses de pesquisa, um grupo de cientistas anunciou ter coletado as informações “mais precisas” sobre os pontos mais profundos nos cinco oceanos do planeta.

Este é o resultado da expedição Five Deeps, que mapeou as maiores depressões do fundo do mar nos oceanos Pacífico, Atlântico, Índico, Ártico e Antártico com a tecnologia mais avançada que existe hoje, confira abaixo:

A investigação

Os novos dados de profundidade foram publicados em um artigo recentemente no periódico Geoscience Data Journal.

Seu autor principal é Cassie Bongiovanni, da Caladan Oceanic LLC, a empresa que ajudou a organizar a missão Five Deeps. A expedição foi liderada pelo investidor e aventureiro texano Victor Vescovo, que é reservista da marinha americana.

Ele queria se tornar a primeira pessoa na história a descer aos pontos mais profundos dos cinco oceanos e alcançou essa meta quando atingiu um lugar conhecido como Fossa Molloy (5.551 m) no Ártico, em 24 de agosto de 2019.

Mas em paralelo com Vescovo estabelecendo recordes em seu submarino, sua equipe de ciência estava tomando uma grande quantidade de medições de temperatura e salinidade da água em todos os níveis até o fundo do oceano. Essa informação foi crucial para corrigir as leituras de profundidade feitas com o ecobatímetro (uma espécie de sonar usado para medir a profundidade no oceano) da nave de apoio do submarino.

As profundidades relatadas têm um alto nível de precisão, mesmo que venham com uma margem de erro de mais ou menos 15 m.

Ignorância sobre oceanos

O conhecimento atual do fundo do mar é escasso.

Cerca de 80% do fundo do oceano global ainda não foi examinado com o padrão moderno de tecnologia usado no Five Deeps.

“Ao longo de 10 meses, ao visitarmos esses cinco locais, mapeamos uma área do tamanho da França continental”, explica Heather Stewart, integrante da equipe do British Geological Survey.

“Mas dentro daquela área havia outra do tamanho da Finlândia que era totalmente nova, onde o fundo do mar nunca havia sido visto antes”, acrescenta.

Todas as informações coletadas serão entregues ao Projeto Nippon Foundation-GEBCO Seabed 2030, que tem como objetivo compilar, a partir de várias fontes de dados, um mapa do oceano até o final da década.

Fonte: BBC

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