O proibicionismo na história do Brasil é de origem racial. Já falamos por aqui sobre a relação entre a criminalização da maconha com a escravatura, entendendo que toda nossa história de descriminação com a planta permeia a descriminação racial e o colonialismo.

Pode-se dizer que a criminalização da maconha no país e a repressão às drogas pautadas nas diretrizes internacionais feriram a autonomia e a liberdade da população brasileira, que enfrenta agora anos de retrocessos em pesquisas do uso da planta na saúde dos brasileiros.

Dito isso, não podemos deixar de entender que a legalização da maconha permeia a liberdade do nosso povo.

Lutamos por acesso à medicamentos a base de cannabis no SUS. Lutamos pela descriminalização, por políticas públicas de ensino à população acerca da planta, pelo uso adulto e pelo uso industrial da planta, para gerar saúde, bem-estar, mais empregos e renda para quem mais precisa: o povo.

Quem é maconhista e luta pela maconha, luta pelo povo e seus direitos. Não tem como ser maconhista e não ser antifascista, antiracista, feminista e à favor do povo.

O retorno de um poder conservador pode retroceder os avanços com relação aos direitos e liberdades sobre o uso da cannabis medicinal, nosso primeiro pequeno progresso, no país. A fragilidade da democracia brasileira pode retroceder os poucos direitos já conquistados, e dificultar ainda mais os avanços das pesquisas brasileiras com a planta, o que é uma perda imensurável para todo o mundo.

Pontuamos, então, a necessidade de lutar pelo estado democrático de direito, contra o fascismo e fanatismo político, para que possamos continuar avançando nessa luta tão importante para todo o Brasil.

Para se aprofundar mais no assunto, leia o artigo “A influência do Estado e os dilemas da democracia brasileira no uso medicinal da cannabis”.

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