Ainda que a maconha esteja legalizada no Estado, o mercado ilegal da planta continua em atividade e está se tornando um problema grande para a saúde da população.

De acordo com a polícia local, grande parte da maconha ilegal é proveniente de regiões rurais do Estado, como o contado de Mendocino, que fez uma rodada de testes laboratoriais para confirmar a veracidade das informações obtidas nos produtos à base de cannabis da região.

O laboratório informou que os cartuchos continham vestígios de inseticidas e fungicidas em níveis muitas vezes superiores ao limite legal do estado para cannabis inalada. O mais alarmante, de acordo com o laboratório, foi a presença de myclobutanil, um fungicida comumente usado em culturas de amêndoa e uva. É listado pelos reguladores para uso geral, considerado seguro em tais casos. Mas quando o miclobutanil é aquecido, ele se decompõe em cianeto de hidrogênio, o que é tão ruim para os seres humanos quanto parece e a razão pela qual é proibido para uso em plantas de fumo.

De acordo com o site dos Centros de Controle de Doenças dos EUA, o cianeto de hidrogênio também é usado como agente de guerra química e é bem absorvido por inalação, interferindo com “o uso normal de oxigênio por quase todos os órgãos do corpo”.

“Respirar pequenas quantidades de cianeto de hidrogênio pode causar dor de cabeça, tontura, fraqueza, náuseas e vômitos. Quantidades maiores podem causar ofegantes, batimentos cardíacos irregulares, convulsões, desmaios. Cianeto de hidrogênio pode produzir a morte em poucos minutos.”

De acordo com Miriam Carrero, diretora do laboratório da Modular Processing Systems nas proximidades da região, o myclobutanil estava presente nos cartuchos confiscados a uma taxa de 7.300 vezes o limite legal do estado.

O que acontece na Califórnia não fica na Califórnia. Esse é um dos exemplos dos perigos que o proibicionismo nos expôs durante todos esses anos. A legalização só vai conseguir suprir toda a demanda e resolver o problema do mercado ilegal daqui muitos anos, através de políticas públicas de saúde, legislação, educação e fiscalização. É preciso toda a comunidade engajada para que consigamos solucionar todos esses problemas.

Fontes: MarijuanaTimes


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