Como a maconha nos afeta conforme envelhecemos

Com o aumento de consumo da cannabis na melhor idade, pesquisas mostram diferenças nas experiências com a planta entre pessoas mais novas e mais velhas.

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Se você usa cannabis regularmente por muitos anos, você pode ter notado que sua brisa bate diferente do que era há 5, 10 ou até 20 anos. Muitas dessas mudanças podem ter a ver com fatores como tolerância, a própria erva ou até mesmo experiência de vida.

Para entendermos essas diferenças, precisamos nos atentar ao aumento significativo na demografia mais velha nos últimos anos.

No ano passado, Harry B. Lebowitz, empresário quase-aposentado de 69 anos, conversou com o NYTimes sobre sua mudança de vida sendo um usuário de cannabis medicinal “tardio”. Lebowitz alega que a maconha o ajudou com o vício em opióides, que consumia em excesso para suas dores nas costas crônica. Hoje, ele faz tratamento para ansiedade, dor crônica e insônia, em uma clínica especializada em cannabis medicinal na Flórida.

Assim como ele, pessoas mais velhas estão adotando a maconha medicinal como saída para uma vida com bem-estar. De acordo com um estudo de 2020 publicado na JAMA Network, “o uso de maconha no ano anterior entre pessoas com mais de 65 anos saltou 75% de 2015 para 2018, de 2,4% desse grupo para 4,2%. Em 2019, o uso chegou a 5%.” Com esse aumento constante de pessoas mais velhas ficando chapadas, é mais pertinente do que nunca entender se e como o uso de maconha afeta as pessoas com base na idade.

A legalização da planta em diversos estados dos EUA é uma das principais causas para essa tendência. A disseminação de informação é essencial para que os mitos e preconceitos contra a cannabis sejam quebrados.

Como essa é uma tendência atual, ainda serão necessários anos de dados e legalizações ao redor do mundo, porém, já temos alguns dados sendo analisados por pesquisadores.

A primeira consideração que deve-se ter é a respeito da nossa memória e capacidade mental. Há um mito que a maconha pode te fazer perder a memória ao longo dos anos, mas estudos de 2021 mostram que pessoas mais velhas usuárias de cannabis tendem a ter a memória melhor do que as não-usuárias da sua idade.

Há também alguns estudos que comparam o uso adulto maduro ao uso de cannabis na adolescência. De acordo com um estudo de 2019 que examinou as diferenças relacionadas à idade em relação ao uso de cannabis, usuários mais jovens tendem a desejar mais cannabis. A pesquisa afirma que, quanto mais tempo de uso da planta, menor a intensidade da vontade de usá-la. O estudo ainda afirma que essa variação pode vir pela experiência de vida ou por questões psicológicas.

Outra pesquisa também mostra que há uma diminuição no número de receptores de cannabis no cérebro com o aumento da idade. Com menos receptores de cannabis no cérebro, os adultos mais velhos podem experimentar menos efeitos do consumo de THC (por exemplo, mudança de consciência) do que as pessoas mais jovens.

Quanto a tolerância, essa mesma pesquisa também mostra que mudando o tipo de planta ou a forma utilizada, a cannabis pode ter o mesmo efeito entre novos usuários e mais experientes.

Fonte: TheFreshToast, NYTimes

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