Pesquisas sobre tratamentos com psicodélicos se expandem

Surgem mais análises de estudos com psicodélicos para tratamento de doenças como transtorno pós-traumático, depressão crônica, doença de Parkinson e mais. 

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Após a confirmação científica dos psicodélicos no tratamento da saúde mental, cientistas estão pesquisando quais os melhores psicodélicos para cada um deles.

Atualmente, por exemplo, há ensaios clínicos com psilocibina para encontrar tratamentos para dependência de metanfetamina e álcool, dependência de opioides, doença de Parkinson, anorexia, doença de Lyme e até burnout.

O MDMA está sendo investigado para tratar distúrbios alimentares, dependência de drogas, dependência de opiáceos, autismo e até ressaca. Pesquisadores estão trabalhando com LSD para tratar depressão crônica e transtornos de ansiedade.

Um artigo na edição de março da Science Advances, revista multidisciplinar de acesso aberto da Associação Americana para o Avanço da Ciência, abordou o desafio enfrentado pelos pesquisadores de psicodélicos: “A tarefa que as empresas e os pesquisadores que desenvolvem compostos psicodélicos enfrentam é identificar quais compostos específicos aliviam quais tipos de sofrimento humano”.

Os pesquisadores também estão procurando comparar vários psicodélicos juntos no mesmo ensaio clínico, como o ensaio que está acontecendo agora no University Hospital em Basel, na Suíça, comparando LSD, psilocibina e mescalina.

Acredita-se que todas as três substâncias induzam efeitos psicodélicos prototípicos principalmente por meio da estimulação do receptor 5-HT2A, de acordo com as notas do ensaio clínico. No entanto, existem diferenças nas estruturas moleculares das substâncias e nos perfis de ativação de receptores que podem induzir efeitos subjetivos diferenciais.

O principal objetivo do ensaio clínico é descobrir se LSD, psilocibina e mescalina produzem alterações subjetivas qualitativamente semelhantes da mente e padrões de atividade cerebral associados, apesar de seus perfis únicos de ativação de receptores. O estudo está investigando variáveis psicológicas (psicometria), fisiológicas e neuronais (com ressonância magnética), com o objetivo de uma melhor compreensão dos estados alterados de consciência induzidos por psicodélicos em humanos.

Fonte: GreenMarketReport

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