Apesar de apresentar inúmeros benefícios, a cannabis pode, sim, trazer efeitos adversos (nem todos negativos, entretanto).

muitas evidências mostrando que a cannabis pode ser super benéfica para nossa saúde e bem estar.

Mas, por conter compostos que interagem com nossa mente e corpo, a maconha pode trazer efeitos colaterais.

O maior segredo para evitá-los é a moderação. Se você vai experimentar algo pela primeira vez e não conhece os efeitos, comece com bem pouco.

Além disso, na maioria dos casos, as sensações adversas da cannabis surgem com altas quantidades. Portanto, mantenha-se informado sobre o que você está consumindo e vá com calma.

Entenda alguns dos efeitos colaterais indesejados que a maconha pode causar:

Ansiedade/paranoia

O CBD tem sido estudado para tratar sintomas de ansiedade e esquizofrenia, por exemplo.

Porém, o THC – composto com efeitos psicoativos – pode desencadear esses sintomas, principalmente em pessoas com predisposição.

Tosse/bronquite

A tosse e bronquite associadas ao uso de cannabis costumam resultar do método de consumo por inalação (fumar ou vaporizar).

Apesar de não ser tão danosa quanto o tabaco/cigarro, a maconha pode trazer problemas respiratórios devido à fumaça.

Tontura

Embora não seja perigosa, a sensação de tontura ou vertigem causada pelo consumo de cannabis pode acontecer por uma queda repentina na pressão arterial, durando pouco tempo.

Porém, para pessoas que já têm pressão baixa, é preciso tomar cuidado.

Boca seca

Ao consumir maconha, a boca fica seca porque os canabinóides se ligam às glândulas salivares.

Isso faz com que as glândulas parem de receber mensagens do sistema nervoso parassimpático, resultando em diminuição da produção de saliva.

Por isso, tome bastante água ao consumir cannabis e tente evitar o uso concomitante de álcool ou tabaco, que contribuem para o ressecamento da boca.

Usar um vape também pode ajudar a reduzir a sensação de boca seca.

Coordenação e função cognitiva prejudicadas (a curto prazo)

Alguns consumidores de cannabis podem apresentar tempos de reação prejudicados ou sonolência – por isso, defende-se que não é recomendado consumir maconha e dirigir.

Os tempos de reação ou resposta dependem de vários fatores, como níveis de dopamina.

A dopamina desempenha um papel crucial no movimento voluntário. Ter muita ou pouca dopamina pode causar deficiências cognitivas.

Acredita-se que essa seja uma das razões pelas quais os usuários de cannabis podem ter tempos de resposta mais lentos.

Embora a sensibilidade à cannabis possa variar muito entre os indivíduos, acredita-se que a disfunção cognitiva, de curto prazo, seja dependente da dose. P

Pesquisas sugerem que o “uso pesado” (heavy use) de cannabis está associado a um declínio no desempenho cognitivo.

Você pode regular esse efeito colateral simplesmente monitorando a dose.

Larica

Para muitos, um efeito indesejado, mas para outras pessoas, um efeito desejado.

O THC aumenta a sensibilidade do paladar e olfato, ligados à fome. Portanto, aumenta também a sensibilidade relacionada à vontade de comer.

Além disso, um outro estudo descobriu que o THC ”desliga” a sinalização para a saciedade no sistema nervoso central. Portanto, parece que a sensação de fome é permanente, mesmo depois de ter comido.

Para tentar driblar a larica, tente essas sugestões.

Olhos vermelhos e secos

Um efeito indesejado porque, muitas vezes, acaba por revelar quando alguém consumiu cannabis.

A maconha pode atuar como um vasodilatador natural, reduzindo a pressão arterial, causando a dilatação dos capilares e vasos sanguíneos. Essa dilatação aumenta o fluxo sanguíneo para a área em que causa vermelhidão.

Colírios podem ser usados ​​para minimizar a vermelhidão e ressecamento.

Déficits de memória de curto prazo

O comprometimento da memória e os déficits de memória de curto prazo são efeitos colaterais comuns do THC, em particular.

Ao contrário da crença popular, é improvável que uma dose de THC tenha efeitos persistentes na função da memória.

Uma equipe de pesquisadores descobriu que a administração de THC prejudicou a memória episódica e a memória verbal por duas horas após a administração oral. Nenhum efeito residual estava presente 24 ou 48 horas depois.

O CBD, no entanto, pode ajudar a proteger qualquer déficit de memória de curto prazo causado pelo THC, podendo, inclusive, ajudar a reverter quaisquer efeitos cognitivos negativos na memória.

Efeitos menos comuns, mas mais sérios

Síndrome de hiperêmese canabinoide

Alguns consumidores que fazem ”uso pesado” (heavy users) – de altas doses com muita frequência – podem desenvolver essa condição, que causa náuses graves e vômitos cíclicos, que podem durar por um longo período de tempo.

Essa síndrome pode aparecer ”do nada” – as causas que favorecem seu desenvolvimento ainda estão sendo estudadas – ou depois de décadas de consumo de cannabis.

Alguns cientistas acreditam que a síndrome de hiperêmese canabinoide pode ser resultado de desregulação ou desequilíbrio no sistema endocanabinóide.

O único tratamento conhecido, hoje, é a abstenção do uso da erva.

Dependência

Apesar de a cannabis não viciar, algumas pessoas podem desenvolver ”transtorno por uso de cannabis”.

Isso acontece quando o consumo da maconha passa a afetar outras áreas da vida e a falta do uso da cannabis pode levar a dores de cabeça, diminuição de apetite, irritabilidade, insônia.

Mas isso pode ser facilmente revertido depois de um tempo sem consumir.

Existem vários fatores que podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno por uso de cannabis, incluindo histórico familiar de dependência, condições de saúde mental, como depressão e ansiedade, e uso na adolescência.

Aumento da frequência cardíaca (taquicardia)

Alguns usuários de cannabis podem apresentar uma frequência cardíaca aumentada ou irregular (taquicardia), principalmente quando se consome altas doses de THC.

Essa frequência cardíaca rápida geralmente começa alguns minutos após a inalação de cannabis, atingindo o pico na marca de 30 minutos. Os efeitos podem persistir por 90 minutos ou mais.

Você pode minimizar o risco de taquicardia evitando o uso de cafeína com cannabis, mantendo-se bem hidratado e mantendo a dose de THC baixa.

A primeira coisa a fazer ao sentir taquicardia é respirar fundo. Lembre-se de que a cannabis é segura para uso e nunca houve nenhuma morte relatada atribuída exclusivamente ao uso de cannabis.

Você pode empregar uma variedade de técnicas para tratar a taquicardia. Isso inclui tomar uma bebida refrescante, consumir CBD, usar técnicas de respiração diafragmática, praticar ioga ou tomar um banho frio. O exercício moderado também pode ajudar.

Casos extremos podem resultar em arritmia cardíaca e requerem cuidados especializados. Isso pode incluir medicamentos antiarrítmicos administrados por via intravenosa em um hospital.

Comprometimento cognitivo de longo prazo

Descobriu-se que o uso regular de cannabis entre adolescentes pode ter efeitos duradouros na função cognitiva e no desenvolvimento do cérebro.

Adolescentes que usam cannabis regularmente têm diminuição da função de memória, atenção e capacidade de aprendizado, bem como alterações na estrutura do cérebro.

Essas mudanças na massa cinzenta podem levar a um maior risco de doenças mentais, como esquizofrenia, bem como aumento do risco de uso de outras drogas.

Psicose desencadeada/induzida

O efeito colateral negativo mais extremo que pode vir com o uso de cannabis é a psicose induzida, ou a manifestação de sintomas psicóticos.

Se você já experimentou sintomas psicóticos no passado, é fundamental falar com um médico, de preferência um psiquiatra, antes mesmo de experimentar a cannabis.

Você pode mitigar suas chances de psicose induzida optando por cepas de cannabis com alto teor de CBD e baixo teor de THC.

Mas, se você tiver sintomas psicóticos ao consumir maconha, o ideal é buscar ajuda médica na hora.

Como lidar

Quando esses efeitos indesejados aparecerem pela primeira vez, existem métodos de tentar amenizá-los.

Porém, se a sensação de desconforto permanecer, o ideal é procurar ajuda médica.

Dicas para evitar ou lidar com alguns efeitos adversos:

  • Evitar o uso concomitante com estimulantes (álcool, cafeína, nicotina), pois estes podem exacerbar os efeitos colaterais negativos da cannabis de várias maneiras. Pequenas quantidades de álcool, por exemplo, podem aumentar significativamente a quantidade de THC no sangue.
  • Escolher cepas ricas em CBD ou com perfis de terpenos complementares.
  • Consumir CBD, pois pode potencialmente reduzir os efeitos negativos do THC.
  • Exercício! Caminhada, ioga, dança… mova-se!
  • Você também pode optar por um banho frio.
  • Muitas pessoas relatam que mastigar pimenta preta pode reduzir os sentimentos de ansiedade associados ao consumo excessivo de THC. Isso ocorre porque a pimenta preta contém terpenos como mirceno e beta-cariofileno, que podem ajudar a mediar os efeitos colaterais.
  • Você também pode tentar fazer limonada fresca como frutas cítricas. Acredita-se que o terpeno limoneno tenha efeitos semelhantes ao mirceno e beta-cariofileno.
  • Respire. Você pode empregar uma variedade de exercícios de respiração profunda (“respiração diafragmática”) para ajudar a aliviar o desconforto de pensamentos acelerados ou ansiosos.
  • Ouvir música calmante.

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Fonte: The Cannigma

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