Cada vez mais gigantes do mercado têm se posicionado a favor da maconha e esse apoio pode ser crucial para uma mudança definitiva de paradigma.

(Imagem: reprodução Forbes)

Recentemente, a Apple, uma das maiores empresas do mundo, mudou sua política a favor da cannabis.

Com isso, eles se juntaram à Amazon como uma corporação global de peso que defende a reforma de políticas sobre a maconha.

Por outro lado, outras grandes empresas de tecnologia, como Facebook e Google, ainda ”viram as costas” para a erva, o que pode ser observado nas duras restrições das gigantes em relação à advertising da cannabis (principalmente o Google) e a conteúdos sobre a planta (como é caso do Instagram).

Mas, espera-se que esses players também se juntem à Amazon, Apple, Uber e NFL.

Mudança de paradigma

Essa mudança positiva de atitude em relação à cannabis ocorre em um momento importante, em que o paradigma da cannabis tem mudado para a sociedade e até mesmo para a política.

As pessoas estão cada vez mais a favor da legalização da cannabis. Nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou que 68% dos eleitores americanos são a favor de alguma forma de legalização.

No Brasil, onde existe a pior política de drogas do mundo, 78% dos brasileiros se mostraram favoráveis ao uso de maconha para fins medicinais e 77% afirmaram que usariam tratamentos canabinóides se receitados por um médico, conforme revelou pesquisa da EXAME.

Quando os líderes corporativos e políticos começam a mudar seu posicionamento a favor de algo ilegal, a opinião das pessoas também começa a mudar.

Este é o tipo de influência que dá o tom do comportamento dominante, como por exemplo o apoio por criptomoedas de Elon Musk e Tesla, que influenciou as pessoas investirem e fez o preço do bitcoin disparar.

Apoio da Apple

Ainda que um pequeno passo, a movimentação da Apple para mudar suas diretrizes em favor de aplicativos canábicos representa um grande avanço na luta pela legalização e normalização da maconha.

Com isso, aplicativos que gerenciam a venda e entrega de cannabis para fins medicinais e recreativos, nas jurisdições que o permitem, passaram a ser autorizados na AppStore. Um grande progresso que mostra uma empresa global legitimando e apoiando a indústria canábica, contrapondo-se à proibição.

A atualização da política da Apple indica que os aplicativos envolvidos na venda de cannabis são exclusivos para pessoas jurídicas autorizadas e exigem estritamente geo-fencing na jurisdição legal. Isso requer uma enorme quantidade de conformidade tecnológica e regulatória. Mas é exatamente isso que impulsiona as grandes empresas de tecnologia: elas que fornecem soluções para os problemas mais complexos do mundo.

A cannabis ainda é um tema complexo, portanto as contribuições de profissionais experientes são fundamentais e necessárias para impulsionar ainda mais a maconha, rumo à legalização.

Apoio da Amazon

A Amazon está direcionando sua influência nos Estados Unidos para conquistar o apoio de democratas e republicanos para a legalização da maconha.

A gigante da tecnologia demonstrou pela primeira vez seu apoio às iniciativas pela legalização no ano passado e, desde então, fez lobby público e privado para propostas que tirariam a maconha da lista de substâncias controladas pelo governo federal.

O foco na pressão pela legislação é para tirar da frente impedimentos de contratação, que a Amazon descobriu impactarem de modo desproporcional pessoas não brancas. “Percebemos que isso era um obstáculo à nossa capacidade de contratar funcionários”, comenta o vice-presidente de políticas públicas da Amazon, “Achamos realmente que esta política é a estratégia certa, é positiva para o país, é apropriada para nossos funcionários, é favorável para os trabalhadores; então vamos pressionar e trabalhar pelo que consideramos como boas políticas, e essa é uma delas”, complementa.

Apesar da motivação ser um interesse puramente corporativo, não há como negar a relevância do apoio da gigante global à luta pela legalização.

“Ter a Amazon se posicionando assim tão cedo dá a esse tipo de reforma um grande impulso para seguir em frente”, afirmou Nancy Mace, política norte-americana.

Fontes: Forbes e The Washington Post

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