Semelhante à Corrida do Ouro, do século XIX, a Corrida Verde (Green Rush) tem como maior fonte de riqueza a maconha, responsável por um mercado legal bilionário.

Essa indústria, que não pára de florescer, tem tudo para estar na vanguarda da revolução verde, promovendo benefícios ecológicos e sustentáveis. Mas a realidade pode estar distante disso.

Green Rush

Com a produção a larga escala, sobretudo em instalações indoor, o cultivo de maconha pode trazer alguns impactos nada sustentáveis, como altas emissões de carbono e uma grande quantidade de eletricidade para operar.

Com a expectativa de que essa indústria continue a crescer, produtores e empresas devem desenvolver melhores práticas de gerenciamento que priorizem a eficiência energética e reduzam as emissões para criar uma corrida – verdadeiramente – verde.

Cultivo insustentável

O crescimento da indústria estimulou a concorrência no mercado, o que reduziu os preços.

Os produtores estão trabalhando para cultivar cannabis de alta qualidade mais barato para ficar à frente de seus concorrentes.

A agricultura indoor, também conhecida como agricultura em ambiente controlado (controlled environment agriculture – CEA), permite que os produtores maximizem seu controle sobre a produção, com insumos precisos para gerar qualidade excepcional da colheita e tecnologia para reduzir custos. Um estudo da PitchBook Data mostrou que investidores injetaram US$ 929 milhões em projetos da CEA em 2020, impulsionados pela pandemia, que expôs vulnerabilidades na cadeia global de fornecimento.

Com isso, a agricultura de ambiente controlado tem crescido e mostrado sua face pouco ecológica.

Como mencionado, o cultivo interno de cannabis consome muita energia, principalmente devido ao aquecimento, ar condicionado, ventilação e iluminação. O consumo de energia leva a emissões de gases de efeito estufa. Em um exemplo, a indústria de cannabis no Colorado responde por 1,3% das emissões de carbono do estado, o que equivale à mineração de carvão e coleta de lixo.

A alta demanda de água também pode levar a desvios ilegais, afetando os ecossistemas naturais. O cultivo de cannabis requer grandes quantidades de nutrientes, como nitrogênio, fósforo e potássio, juntamente com o controle rotineiro de pragas e doenças. Alguns desses produtos químicos podem representar um risco de escoamento ou lixiviação em águas subterrâneas se forem descartados incorretamente.

É claro que outras culturas também representam esses problemas ambientais, mas por ser nova, a indústria canábica tem a chance de investir e apostar em cultivos e produções mais ecológicas, escrevendo uma nova história em relação a antigos métodos.

Além disso, o cânhamo representa uma grande aposta sustentável em diversas áreas, portanto, cabe aos líderes e empreendedores da indústria canábica investir em todo esse potencial ambiental da planta através de práticas ecológicas.

Uma Corrida verdadeiramente Verde

Superar esses desafios é fundamental para que o setor continue expandindo os negócios.

Uma pesquisa realizada pela Cone Communications mostra que 92% das pessoas são mais propensas a confiar em uma empresa que apoia questões sociais ou ambientais, e 88% afirmam que essas medidas os tornariam mais leais a uma marca.

Portanto, para além do comprometimento com o meio-ambiente, grandes empresas da indústria canábica devem investir em sustentabilidade para conquistar ainda mais os consumidores.

Atualmente, praticamente não existe regulamentação para práticas relacionadas ao meio-ambiente no cultivo e produção de maconha. Assim, mudanças imediatas no setor devem ser impulsionadas pela responsabilidade social corporativa, como uma forma de autorregulação para promover a sustentabilidade.

Outras indústrias já estão focando na produção de culturas agrícolas de maneira eficiente e respeitando o meio-ambiente, pois enfrentam uma regulamentação que demanda práticas sustentáveis.

Com isso, os grandes produtores de cannabis podem adotar essas práticas em larga escala nas suas operações, para garantir eficácia do cultivo e sustentabilidade.

As próprias instalações de cultivo também podem ser projetadas para serem mais “verdes”.

Algumas empresas já desenvolvem espaços de alto desempenho que atendam aos requisitos de espaço, temperatura e iluminação para o cultivo de cannabis, atingindo os mais altos padrões de sustentabilidade.

Nos Estados Unidos já existe um padrão para construções sustentáveis, que incorpora sete áreas de foco: eficiência hídrica, energia e atmosfera; materiais e recursos; e qualidade ambiental interna.

Além disso, já existem colaborações público-privadas nos mercado legais para otimizar instalações da indústria canábica em termos de eficiência e produtividade, através de pesquisas.

As empresas não devem medir o retorno do investimento em custos de curto prazo. Em vez disso, eles devem olhar para a sustentabilidade a longo prazo.

Melhores práticas ainda são necessárias para impulsionar operações de agricultura sustentável de cannabis. Produtores e processadores têm a oportunidade de estar na vanguarda da revolução verde.

Dentre boas práticas ecológicas de cultivo de cannabis, está o cultivo orgânico, que respeita todo o meio ambiente durante a plantação de maconha, ”usando a natureza para cultivar a natureza”, conforme afirmam os especialistas da Dragonfly Earth Medicine, Josh e Kelly, também professores do Ganja Talks University!

Conheça e curso e fique por dentro de cultivo de maconha orgânica.

Fonte: The Green Entrepreneur

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