Avon, Pfizer, Ambev… Cada vez mais players de outros mercados estão entrando para a bilionária indústria da maconha.

(Imagem: reprodução CBC)

O mercado legal da cannabis não pára de crescer, em 2021, esse mercado chegou aos US$ 37.4 bilhões, segundo dados da Prohibition Partners, gerando um crescimento de 60%, aproximadamente, em relação ao ano anterior.

Com isso, grandes empresas de diversas áreas estão querendo participar dessa indústria bilionária, que tende a crescer ainda mais, à medida que mais países legalizam a maconha. 

Veja quais players de outros mercados já estão investindo na indústria da maconha:

Avon

A Avon é uma das marcas mais antigas do mercado de dermocosméticos, presente em todo o mundo. 

Em 2020, a empresa lançou uma linha de produtos feitos com óleo da semente da maconha, chamada Cannabis Sativa Collection. 

Na ocasião do lançamento, a empresa comentou que a cannabis é a nova aposta do skincare e eles querem liderar essa tendência. 

(Imagem: reprodução Avon)

Algumas outras grandes marcas de cosméticos que já possuem produtos com maconha são: Tresemmé, L’óreal, Lush e Sephora.

Unilever  

A Unilever é uma gigante da indústria de bens de consumo e detentora de diversas marcas ao redor do mundo. 

A Kibon da Europa, mas especificamente da Lituânia, tem uma linha de sorvetes chamada Super Viva, e um dos sorvetes é vegano e feito com cânhamo, chamado Super Viva Hemp Ice Cream!

Mesmo em um país pequeno, a empresa aposta nos benefícios do cânhamo na alimentação.

(Imagem: reprodução Pricer)

A Ben&Jerry, mais uma marca famosa de sorvetes da Unilever, também já anunciou que, assim que os Estados Unidos legalizarem à nível federal, a empresa lançará um sorvete feito com cannabis. 

A Unilever também entrou para o mercado do CBD através da sua subsidiária Schmidt’s Naturals. 

Nestlé 

A Nestlé é a segunda maior indústria de bens de consumo do mundo e também entrou para a indústria da cannabis através da marca Garden of Life. 

A empresa lançou uma linha de produtos com CBD, em 2019, e afirmou que a divisão de Saúde da Nestlé era a primeira indústria a oferecer óleo de CBD à nível nacional, nos EUA.

(Imagem: reprodução Drug Store News)

Pfizer 

No fim de dezembro, a Pfizer ingressou na indústria de cannabis ao comprar a empresa de biotecnologia Arena Pharmaceuticals, conhecida pelo desenvolvimento do Olorinab, um medicamento que usa propriedades da cannabis para tratar dores. 

A aquisição custou US$ 6.7 bilhões e mostra o grande interesse da Pfizer em entrar para a indústria da maconha. 

A empresa informou que “a aquisição da Arena complementa nossas capacidades e experiência em Inflamação e Imunologia, um mecanismo de inovação da Pfizer que desenvolve terapias potenciais para pacientes com doenças imuno-inflamatórias debilitantes com necessidade de opções de tratamento mais eficazes”. 

(Imagem: reprodução Forbes)

Hypera Pharma

A Hypera Pharma é a maior farmacêutica brasileira e entrou para a indústria da cannabis ano passado, ao protocolar um pedido na Anvisa para aprovação de um produto com maconha.  

O pedido foi protocolado através da subsidiária da Hypera chamada Cosmed.

Esse movimento da Hypera é relevante porque é a maior empresa farmacêutica brasileira buscando entrar no mercado canábico. 

O setor no Brasil, até então, era dominado por empresas especializadas.

Outra farmacêutica brasileira que já tem produtos com cannabis aprovados é a Prati-Donaduzzi. 

As demais são estrangeiras, como a GW Pharma, fabricante do Mevatyl, único medicamento à base de maconha aprovado pela Anvisa e comercializado no Brasil. 

Os outros são produtos e são fabricados e comercializados por empresas especializadas na cannabis. 

Uber

A Uber já tinha sinalizado que entraria para a indústria canábica assim que a erva fosse legalizada à nível federal nos Estados Unidos. 

Mas, a gigante dos transportes privados se adiantou e mirou no mercado da maconha do Canadá (onde a cannabis é regulamentada desde 2018). 

Em 2021, a Uber passou a permitir que os usuários em Ontário, Canadá, comprassem cannabis pelo aplicativo Uber Eats.  

(Imagem: reprodução GRM Daily)

AB InBev

A Anheuser-Busch InBev (dona da Ambev, do Brasil) é a maior cervejaria do mundo e também já está presente no mercado da cannabis.

Inicialmente, a empresa tinha formado uma joint venture com a canadense Tilray (uma das maiores empresas da indústria canábica), para fabricar bebidas não-alcoólicas com CBD e THC, através da Fluent Beverage Co. (um dos produtos da empresa são as bebidas Everie).

Recentemente, a parceria joint venture terminou, mas a AB InBev informou que a Fluent continuaria a produzir as bebidas e a Tilray continuaria a ajudar na produção. 

Heineken

A segunda maior cervejaria do mundo também não ficou de fora da indústria canábica e lançou a Hi-Fi Hops através da subsidiária Lagunitas. 

A Hi-Fi Hops é uma bebida não-alcoólica com infusão de CBD e THC.

(Imagem: reprodução CBD Oracle)

British American Tobacco

A BAT é a maior indústria de tabaco do mundo e tem apostado na cannabis como alternativa para abrir seus mercados. 

As empresas tabagistas perderam mercado nos últimos anos, devido às novas políticas de saúde desincentivando o consumo de tabaco. 

A BAT disse à BBC que deseja acelerar sua transformação reduzindo o impacto de seus produtos na saúde.

A empresa adquiriu uma participação na fabricante canadense de cannabis para fins medicinais Organigram.

(Imagem: reprodução New Cannabis Ventures)

A companhia também assinou um acordo para pesquisar uma nova gama de produtos de cannabis para adultos, inicialmente focada em canabidiol.

“Enquanto pensamos em nosso portfólio para o futuro, certamente além da nicotina, os produtos (de cannabis) são interessantes para nós como outra onda de crescimento futuro”, comentou um dos executivos da empresa.

Altria Group

A Altria é a segunda maior empresa de tabaco do mundo e tornou-se detentora de 45% da canadense Cronos Group, que possui um portfólio de várias marcas de maconha.

O investimento, no valor de US$ 1.8 bilhão, fez sentido para a Atria à luz desaceleração das vendas de tabaco.

(Imagem: reprodução Market Watch)

Levi’s

A Levi’s é referência mundial em jeans e já utiliza cânhamo em algumas de suas confecções.

A empresa defende o uso do cânhamo pois comparado ao algodão, cresce mais rápido, usa menos água e deixa solos mais limpos e saudáveis.

A marca desenvolveu um fio de cânhamo inovador, macio como o algodão, que já foi incorporado em alguns produtos. A empresa afirma: ”você obtém a mesma aparência e sensação autênticas da Levi’s® em uma peça de roupa que é mais ecológica”.

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