Bem diferente dos tons de verde característicos da cannabis, existem algumas variações da planta que são pretas e brancas.

(Imagem: reprodução Green Rush Daily)

Existem plantas de maconha de diferentes cores, a ciência por trás disso envolve genética, variações no pH e temperatura, e substâncias conhecidas como antocianinas.

A maconha albina e a maconha negra são variedades diferenciadas que chamam a atenção quando o assunto é cores de cannabis. 

Maconha albina

O albinismo é um fenômeno que ocorre tanto em animais (inclusive humanos), quanto em vegetais. 

Nas plantas, a característica se manifesta pela ausência total ou parcial de clorofila nas folhas, gerando manchas brancas ou amareladas que, às vezes, cobrem a folha inteira. 

O nome que se dá a este processo é variegação genética, que produz colorações distintas numa mesma planta, expressando características como o albinismo.

Com a cannabis, ocorre uma mutação dos genes responsáveis pela produção de clorofila, gerando espécimes únicos, com fenótipos raros e quase em sua totalidade, brancos. A mutação é muito rara e quando ocorre, dificilmente a planta sobrevive.

(Imagem: reprodução Green Rush Daily)

Além disso, há outro aspecto negativo quando o albinismo se manifesta: as plantas são menores e consequentemente rendem menos no cultivo, especialmente se o albinismo atingir os buds, porque carecem de clorofila, que é responsável pela captação energética das plantas. Se mesmo depois de vegetar, a planta conseguir crescer, seu o tempo de vida continua reduzido, de maneira considerável, fazendo com que a linhagem genética eventualmente desapareça.

Por causa de sua ocorrência rara na natureza, o estudo sobre a cannabis albina ainda é limitado, mas acredita-se que quando a planta consegue se desenvolver, é porque conseguiu se adaptar de alguma maneira e captar alimentos de outras formas, que não a fotossíntese. 

Uma das hipóteses é que a cannabis albina consegue energia de maneira parasitária, sugando nutrientes de plantas vizinhas, ou extraindo suas sobras, mostrando mais uma das inúmeras características fascinantes dessa planta milenar.

(Imagem: reprodução Royal Queen Seeds)

Maconha negra

No espectro de coloração oposto, está a maconha negra, mais conhecida como black weed.

Uma das explicações dos tons de preto na planta está ligada com as antocianinas, que, de maneira geral, ajudam as plantas a se adaptar e sobreviver em ambientes específicos. Quanto mais antocianinas uma planta tem, mais profunda a cor se torna.

Além disso, outros fatores influenciam para a cannabis ficar com tons de preto, como a genética das plantas, seu fenótipo, pH em que é cultivada, condições climáticas, e modo de cultivo.

Para cultivar uma black weed, é preciso usar uma strain que produza fenótipos pretos, deixá-la sob luz forte e manter o ambiente fresco. O pH deve estar mais próximo do neutro, ela deve ser regada pouco. Para manter o preto forte, não se deve hibridizar com uma outra linhagem de maconha que não seja preta.

Algumas strains da black weed:

(Imagens: reprodução Cannabis Mag)

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