Nunca existiu uma variedade maior de maconha do que hoje em dia. 

Novas strains são desenvolvidas o tempo todo, focando em propriedades específicas, para oferecer o melhor produto para cada consumidor. 

Todas essas diferentes cepas disponíveis atualmente podem ser rastreadas até strains puras (que nunca foram cruzadas) e originais, mais conhecidas como landraces, ou seja, as landraces deram origem a toda a variedade que conhecemos hoje. 

(Imagem: Diyahna Lewis | Unsplash)

A origem

Uma landrace de maconha é uma strain original, de maneira sucinta, e elas costumam carregar o nome do local em que foram desenvolvidas: Thai, Durban Poison, Acapulco Gold, Afghan Kush…

Essas cepas originais não foram cruzadas (até a prática de hibridizar se tornar algo comum), evoluindo como genéticas estáveis, ao longo de séculos, através de seleção natural e exposição de longo prazo ao ambiente doméstico. 

Ao longo das gerações, as práticas de cultivo e ambientes específicos de cada uma dessas regiões geográficas proporcionaram características únicas para a aparência e química de cada ”cepa original” (landrace). 

(Imagem: Kym MacKinnon | Unsplash)

História das landraces

A maconha é um dos cultivos mais antigos da história. 

Os primeiros usos da maconha, registrados em documentos, datam de 2.900 a.C. Mas outras evidências arqueológicas apontam que a planta já era usada na região da China, desde 10.000 a.C. 

Além da Ásia, botonistas acreditam que em outras regiões do mundo, a maconha também era usada para fins medicinais, espirituais e em aplicações diversas, como roupas e cordas. 

A cannabis é altamente adaptável, portanto, floresceu na África, Oriente Médio, Américas e Ásia.

As primeiras linhagens de cepas locais foram nomeadas em homenagem a seu país ou região de origem e se distinguiram pelas características adequadas para seus ambientes de cultivo específicos.

(Imagem: reprodução Olivatsu)

Foi só no final dos anos 1970 que as pessoas decidiram cruzar, intencionalmente, landraces. 

Criadores foram capazes de produzir descendentes que carregavam as características desejadas de cada tipo de strain original e evitar características indesejadas que poderiam enfraquecer a saúde e a produção da planta.

Deu-se início o cruzamento das linhagens tradicionais (landraces) para criar as primeiras híbridas, como Skunk # 1 e Chemdawg. 

O cultivo de novas gerações de cannabis diluiu a genética original das cepas tradicionais

Portanto, atualmente, é extremamente difícil encontrar cepas de ”raça” pura (as landraces).

Hoje em dia, todas as strains disponíveis no mercado são consideradas Híbridas – ou Indica dominante ou Sativa dominante.

Mas as landraces são conservadas através dos bancos de sementes, que tem a importante missão de preservar essas genéticas originais puras. 

(Imagem: reprodução Merry Jane)

Como saber qual strain é uma landrace

Levando em consideração a definição de landrace como ”uma variedade local de uma espécie de planta (ou animal) que possui características distintas decorrentes do desenvolvimento e adaptação ao longo do tempo às condições de uma região geográfica localizada”, as landraces de maconha podem ser identificadas de acordo com a região de origem, que é traduzida em seu nome. 

Além do nome, elas podem ser identificadas com base nas características adequadas que foram desenvolvidas de acordo com seu ambiente de cultivo.

Por exemplo, cepas como Acapulco Gold (América do Sul) e Durban Poison (África) cresceram perto da Linha do Equador, em climas mais quentes e secos. 

Essas plantas atingem alturas enormes com folhas grandes e densas em leque e períodos de floração mais longos, que aproveitam a abundante luz solar. 

Cultivares como Afghan (Oriente Médio) ou Hindu Kush (Ásia) desenvolveram plantas mais curtas com folhas em leque amplo que respondem melhor a níveis de umidade e altitudes mais elevadas, com luz solar limitada.

(Imagem: Matteo Paganelli | Unsplash)

Landraces mais conhecidas

Apesar de serem difíceis de serem encontradas com as características originais, algumas landraces estão disponíveis no mercado.  

Landraces da América Latina, como 

  • Acapulco Gold
  • Colombian Gold e
  • Lamb’s Bread, da Jamaica (conhecida como a strain preferida do Bob Marley)

são plantas mais altas, com botões alongados, e abundante ramificação lateral. 

(Imagem: Lamb’s Bread | reprodução Cannabis Owl)

Landraces do Oriente Médio, como

  • Afghani e 
  • Hindu Kush

apresentam plantas pequenas e atarracadas com folhas largas e botões grossos e gordos, conhecidas por serem bem resinadas. 

(Imagem: Afghani | reprodução Grower’s Choice)

A mais conhecida landrace africana é a Durban Poison, que originou-se na África do Sul, onde foi cultivada por tribos indígenas. 

Durban Poison atinge uma altura média com botões longos e macios. 

Landraces asiáticas como

  • Thai e 
  • Nepalese 

também cresceram perto da Linha do Equador, formando plantas altas com galhos densos, folhas longas, e buds macios cobertos de resina.

(Imagem: Thai | reprodução Herb)

Já teve a oportunidade de experimentar alguma dessas landraces? 

Deixe seu review no Guia de Strains do Who is Happy! 

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