Apesar de altos índices de desemprego e uma recessão econômica temporária em 2020 (reflexos da pandemia), o número de empregos na indústria da maconha cresceu 32% nos Estados Unidos. 

(Imagem: reprodução Green Fire Cannabis)

A cannabis ainda não é legal à nível federal nos EUA, mas o país é responsável pela maior parte dos lucros do mercado global de cannabis legal, alimentada pelo número crescente de estados que têm adotado novas políticas em relação à planta. 

Segundo dados da especialista de mercado BDSA, as vendas legais de cannabis no país cresceram 46% em 2020, em relação a 2019, chegando a US $17.5 bilhões. 

Apesar da indústria da cannabis no país ter praticamente dobrado de tamanho, o crescimento econômico dos Estados Unidos foi o pior em 80 anos. 

Pelo fato do mercado canábico ter florescido com a pandemia, o número de empregos na área cresceu 32%.

Segundo o jornal The Washington Post, a resposta para essas contradições é: a crescente e lucrativa indústria da cannabis se tornou um lugar de refúgio para trabalhadores frustrados, pouco valorizados e que viram seus empregos desaparecerem com a pandemia. 

Refúgio para os trabalhadores

Em 2020, o mercado da cannabis criou mais de 77.000 empregos em todo o setor, nos Estados Unidos, de acordo com um relatório de 2021 do Leafly Jobs

Existem, agora, mais de 321.000 estadunidenses trabalhando na indústria legal da maconha, mais do que paramédicos, pilotos de aeronaves ou engenheiros elétricos, conforme aponta o relatório. 

Assim como demais postos de trabalho no setor do varejo, a maioria dos empregos básicos da indústria da maconha paga salário mínimo (federalmente, o valor é de US$ 7.25 por hora, mas alguns estados estabelecem valores diferentes). Porém, nesse mercado, existem mais oportunidades de crescimento rápido, segundo o The Washington Post. 

Outro fator que incentivou o aumento de empregos na área é que esse mercado oferece condições melhores e mais flexíveis, quando comparado com demais setores da economia. 

70% dos estadunidenses consideram trocar de trabalho por condições mais flexíveis em detrimento do salário, conforme aponta o Business Insider. 

E a indústria da cannabis parece ser a escolha lógica para muitos trabalhadores. 

Em entrevista, um funcionário de um dispensário comenta que trocou seu emprego de 20 anos em uma rede de farmácias para trabalhar no mercado da cannabis, ganhando menos, mas com melhores condições de trabalho. 

(Imagem: reprodução Greenway Consults)

Qualidade de vida

Garantir boas condições laborais e qualidade de vida para os trabalhadores é uma das preocupações da indústria da cannabis. 

Por ser uma indústria nova, relações trabalhistas mais conscientes e melhores são fatores de importância, principalmente quando se compara com indústrias mais tradicionais, acostumadas com condições laborais mais precárias historicamente.

Dessa forma, à medida que a força de trabalho do setor cresce, grupos de direitos dos trabalhadores da cannabis têm pressionado para estabelecer proteção aos funcionários, a fim de evitar problemas trabalhistas.

“Sem estruturas adequadas e salvaguardas desde o início, a cannabis pode acabar se parecendo com muitas outras indústrias dos EUA”, afirma um relatório do Instituto de Política Econômica do país. 

Com um número crescente da força de trabalho, o foco do mercado canábico é se distanciar da realidade de ”empresas que visam estritamente à maximização do lucro, que procuram maneiras de manter os salários baixos e minar a força do trabalhador”, complementa o relatório.

(Imagem: Terre di Cannabis | Unsplash)

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