Os canabinóides mais conhecidos são o canabidiol (CBD) e o tetrahidrocanabinol (THC). 

No entanto, existem mais de 200 canabinóides já descobertos, incluindo canabinóides raros como cannabigerol (CBG), cannabinol (CBN), tetrahidrocanabivarina (THCV), e outros.

Esses canabinóides são considerados raros porque são encontrados em menor escala na maconha. 

Apesar disso, eles podem ser ainda mais potentes em seus benefícios do que o CBD e THC.

(Imagem: CRYSTALWEED cannabis | Unsplash)

O que já se sabe é que os canabinóides desencadeiam efeitos benéficos para o organismo por meio da interação com o sistema endocanabinóide (SEC) do corpo humano, que regula o sono, o apetite, o humor, a memória, entre outras funções vitais. 

Os endocanabinóides são moléculas que o corpo produz para manter as funções internas ”trabalhando” adequadamente. 

Os endocanabinóides se conectam com determinados receptores que são encontrados em todo o corpo, responsáveis por notificar o SEC quando ele precisa intervir. 

Os fitocanabinóides (encontrados na planta) ajudam a modular e manter o bom funcionamento do sistema endocanabinóide, influenciando em diversas funções do organismo.

Os canabinóides raros (também encontrados na maconha) funcionam como suplementos aos endocanabinóides e, até agora, foram realizados mais de 50 estudos clínicos sobre seus benefícios.

(Imagem: reprodução Analytical Cannabis)

Resumindo, tanto os canabinóides (incluindo os raros), como os endocanabinóides são cruciais para a saúde humana, pois se conectam ao SEC. Todas as funções do SEC contribuem para a homeostase (a estabilidade do ambiente interno do corpo humano).  

Os potenciais dos canabinóides raros

  • CBN (Canabinol)

O CBN é, provavelmente, o terceiro canabinóide mais famoso depois do THC e do CBD. 

Ele é conhecido por ajudar o sono. Além disso, alguns estudos sugerem que o CBN pode ter alguns efeitos antiinflamatórios e analgésicos. 

  • CBG (Cannabigerol)

Em sua forma ácida (CBGA), o canabigerol às vezes é chamado de “a mãe de todos os canabinóides” porque é o primeiro canabinoide que a planta cria, sendo convertido em THC ou CBD. 

Por esse motivo, o CBG é realmente muito raro, mas seus benefícios potenciais fazem valer a pena ficar de olho nele. O CBG tem propriedades antibacterianas e pode ajudar na ansiedade também.  

  • THCV (Tetrahidrocannabivarina) 

Embora esteja apenas a uma letra do THC, este canabinóide é, em muitos aspectos, o oposto total de sua contraparte mais famosa. 

THCV não deixa chapado, em vez disso, acredita-se que ele melhore o foco. 

O THCV não estimula o apetite da mesma forma que o THC também. Na verdade, os primeiros estudos sugerem que o THCV pode reduzir o apetite ao interromper os padrões de recompensa em seu cérebro, tornando-o menos propenso a deixá-lo na larica.

(Imagem: GRAS GRÜN | Unsplash)

Já existem novos tratamentos médicos que utilizam canabinóides raros. 

Alguns estudos clínicos sobre CBG / CBGA indicam seu potencial para ajudar a combater a inflamação, dor e náusea.

Outro exemplo é THCV / THCVA, que foi observado para ajudar a diabetes, dor e inchaço, ansiedade, e tremores da doença de Parkinson e esclerose lateral amiotrófica.

O CBN / CBNA é conhecido por ajudar na insônia, dor e ansiedade, e funciona como um agente antibacteriano e anticonvulsivante. O CBN também pode aumentar o apetite sem efeitos psicoativos.

Potencial disruptivo para a área da saúde

Os benefícios terapêuticos da maconha já trouxeram grandes revoluções para a área medicinal. 

E os canabinóides raros são mais uma aposta para terem seus potenciais aproveitados na saúde humana. Os maiores obstáculos deles são: o custo para extração e produção, e os danos ambientais.

Porém, uma nova descoberta promete mudar esse cenário. 

Foi criado um novo método patenteado de produção de canabinóides através da biossíntese, que reduz o custo de produção de 75% a 90%.

Ou seja, essa descoberta promete trazer ainda mais avanços para a área da saúde, já que a produção de canabinóides raros por meio da biossíntese são significativamente mais baratos e com menor impacto ao meio ambiente.

O método tradicional de produção de canabinóides raros através de plantas pode ser prejudicial, uma vez que contêm muitos subprodutos e toxinas. A biossíntese produz os canabinóides mais seguros e eficazes, pois são exatamente as mesmas moléculas que ocorrem na natureza.

A cannabis não pára de surpreender positivamente, e a tendência é que mais pesquisas e avanços científicos como este permitam que seus potenciais sejam ainda mais aproveitados. 

Fonte: Drug Topics

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