Enquanto a maioria dos consumidores está familiarizada com as categorias fundamentais de Sativa, Indica e Híbrida, conceitos como canabinóides secundários e perfis de terpenos expandiram o tema ”strains”. 

Com o grande número de strains existentes hoje, é possível encontrar uma para cada necessidade. No Brasil, ainda não temos uma gama tão ampla de variedades como alternativa ao prensado, mas já existem, sim, mais opções para degustar entre Indicas, Sativas e Híbridas. 

(Imagem: Unsplash)

As origens das Indicas e Sativas

A cultura tradicional da cannabis por muito tempo definiu o ”tipo” de maconha entre Sativa, Indica e Híbrida. As Sativas ficaram conhecidas pelos efeitos mais ”cerebrais” e as Indicas por deixar os consumidores ”no sofá”, com uma sensação mais corporal. As Híbridas, por sua vez, ofereciam combinações variadas dos dois. Porém, especialistas apontam que esses termos são desatualizados.

Mas essa linha de pensamento sobre dividir a maconha nessas categorias tem uma explicação:

Os termos Indica e Sativa foram estabelecidos em meados dos anos 1700, pelo botânico sueco Carl Linneaus e pelo biólogo francês Jean-Baptiste Lamarck, que separaram as subespécies da cannabis entre essas duas categorias.

Embora menos comum, uma terceira subespécie, Ruderalis, foi identificada pelo botânico russo Dmitrij Janischewsky em 1930. 

(Imagem: reprodução Wikileaf)

Esses termos são de natureza botânica, não farmacológica. Em vez de nos falar sobre os efeitos potenciais que vêm com o consumo de uma sativa ou indica, essas categorias falam sobre a forma e o tamanho das folhas de uma determinada planta de cannabis e a fibra que elas produzem. 

Resumindo, esses conceitos permanecem úteis para os cultivadores, mas pouco indicam aos consumidores sobre o que esperar de cada variedade.

O surgimento das Híbridas

Um pouco mais à frente na história, na década de 1960 – época da contracultura – se iniciou o ”cultivo moderno” da cannabis, de certa forma como conhecemos hoje. 

Na época, a demanda por cannabis nos Estados Unidos cresceu muito e a maioria da maconha consumida no país eram Sativas provenientes do México e do Caribe. Como o ciclo de floração era mais longo, começou a faltar maconha no país. 

Em busca de uma solução, criadores de cannabis da Califórnia começaram a cruzar Sativas mexicanas e caribenhas com Indicas do Afeganistão e Nepal, na esperança de criar variedades que oferecessem um ciclo de floração mais rápido das Indicas com uma maior potência das Sativas. 

Foi então que surgiram as Híbridas. O sucesso desses experimentos em cruzar diferentes tipos de maconha fez com que a Califórnia ficasse conhecida como a capital da maconha à nível mundial. E, claro, a ideia de realizar cruzamentos entre subespécies diferentes tornou-se um hábito de cultivo comum até hoje. 

(Imagem: reprodução Weed World)

De onde vêm os nomes das strains?

Antes da década de 1970, as cepas geralmente eram nomeadas de acordo com a região geográfica em que se originaram. Essas strains ficaram conhecidas como ”cepas tradicionais” resultando em pilares para o cruzamento de diferentes tipos. Algumas dessas strains tradicionais são: Panama Red, Afghan Kush e Acapulco Gold. 

A partir daí, essas linhagens foram cruzadas, e as que originaram foram cruzadas entre si e assim por diante. Como um meio de estabelecer a linhagem, as cepas subsequentes foram nomeadas para refletir as cepas “parentais” de um determinado híbrido: como por exemplo Bubba Kush, Colombian Gold, OG Kush. 

Hoje, no entanto, os nomes das variedades são inspirados por uma variedade de fatores. Em alguns casos, o nome pode falar sobre os efeitos da cepa, enquanto outros podem destacar a coloração notável, densidade de tricomas ou aroma de determinada strain. 

(Imagem: reprodução Cannabis Express)

E há variedades com nomes de figuras da cultura pop, ícones da cannabis e, em alguns casos, qualquer coisa que o criador em questão queira usar. 

Como resultado, embora alguns nomes possam nos dizer muito sobre uma determinada linhagem, atualmente, a maioria indica pouca coisa. Escolher uma strain pelo nome pode não ser o mais recomendado, o melhor é tentar entender seu perfil de terpenos e de canabinóides. 

A importância dos bancos de sementes 

Com tantas strains surgindo, é imprescindível preservar as originárias. E esse é o papel dos bancos de sementes. 

Alguns possuem enormes inventários de sementes, servindo como uma biblioteca viva sobre genéticas de cannabis. Geralmente, os bancos apresentam opções clássicas de strains, bem como as mais recentes e mais populares. 

A história das strains ainda está sendo escrita. Conforme os avanços no mapeamento genético continuam a evoluir, nossa compreensão da maconha se expandirá mais e mais. 

Guia de Strains

Com tantas informações e com a imensa variedade que existe, pode ser difícil entender quais strains podem ser mais indicadas para o que você busca.

Por isso, o Guia de Strains do Who is Happy conta com um acervo de informações sobre diversas cepas. Também é possível contribuir com o Guia, deixando avaliações sobre diferentes strains. 

A melhor parte é que no Who is Happy você também tem acesso ao seu diário pessoal canábico, que contribui para você entender qual strain você mais gostou e como cada uma fez você se sentir. Não há nada melhor do que poder escolher uma strain que ”deu match”.

Fonte: Cannabis Now

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