A indústria da cannabis não pára de surpreender positivamente. Há poucos anos atrás não imaginávamos que o mercado legal de cannabis chegaria a valer mais de US$ 21 bilhões e que seria um mercado tão inovador quanto está se mostrando ser.

Por ser um mercado novo, a indústria canábica tem se apresentado como um espaço amplo e diverso, buscando incentivar a atuação de diferentes pessoas. Além de trazer benefícios econômicos e culturais, a indústria canábica também está buscando criar um espaço mais inclusivo. 

Um exemplo disso são a maior participação das mulheres nesse mercado, em comparação com as demais indústrias, e o empoderamento social e econômico de comunidades que foram prejudicadas pelo proibicionismo.

Empoderamento Econômico e Equidade Social

Diversos estados norte-americanos e países que regulamentaram a cannabis criaram uma legislação que encoraja e permite a participação plena, na indústria canábica, de comunidades que foram prejudicadas pelo proibicionismo. 

A ideia é que pessoas que foram afetadas pelas políticas repressoras relacionadas à cannabis possam ter uma participação ativa e relevante no mercado legalizado da planta. 

O empoderamento dessas comunidades na indústria canábica se dá através de Programas de Equidade Social, que preveem benefícios e procedimentos para favorecer a atuação dessas pessoas injustiçadas pela proibição, dentro da indústria legal da maconha. 

Alguns estados norte-americanos já estabeleceram Programa de Equidade Social dentro do mercado da cannabis legal, como por exemplo Nova York, Oregon, Massachusetts, Colorado, Califórnia, Illinois, Michigan.  

(Imagem: reprodução Marijuana Business Daily)

Em Nova York, por exemplo, 50% das licenças emitidas para atuar na indústria legal da cannabis são destinadas para candidatos à equidade social e econômica. Além disso, é previsto um apoio financeiro aos candidatos, bem como assistência na preparação de inscrições e na operação de um negócio. Também é previsto que 40% das receitas fiscais geradas pelas vendas para uso adulto seriam canalizadas para comunidades desfavorecidas pela Guerra às Drogas.

Em Massachusetts, o estado ainda prevê um Programa de Empoderamento Econômico, que busca ajudar pessoas de comunidades afetadas pela Guerra às Drogas a abrir negócios na indústria da cannabis. Além de incentivos financeiros, o Programa também busca gerar oportunidades para os aplicantes, oferecendo cursos e capacitações. Para ser qualificado ao programa, o estabelecimento deve empregar e ajudar pessoas que moram nas comunidades em que a empresa estará localizada, tal comunidades também precisam ser desproporcionalmente afetadas pela criminalização das drogas. 

Estes programas buscam garantir equidade, diversidade e inclusão social dentro da indústria canábica e são uma ferramenta necessária de empoderamento para diversas comunidades e pessoas. 

(Imagem: reprodução Cannabis Dispensary Magazine)

Empoderamento feminino

A área canábica também é favorável para o empoderamento feminino. Uma pesquisa do Marijuana Business Daily aponta que 37% de cargos executivos na indústria da cannabis mundial são preenchidos por mulheres. O número não parece alto, mas considere que, de todos os executivos em demais segmentos, apenas 15% são mulheres. Ou seja, o mercado da cannabis tem mais do que o dobro de executivas mulheres ao comparar com as demais indústrias. E a tendência é que esse número cresça!

Exatamente por ser um setor novo, a indústria canábica é mais aberta para mulheres desenvolverem sua carreira. 

Em entrevista, a fundadora da marca B Edibles, sediada na Califórnia, afirma que o sexismo institucional não conseguiu se manter na indústria da cannabis como aconteceu nas demais indústrias já estabelecidas. É um momento único na história da cannabis. Com essa nova indústria florescendo, há muito mais oportunidades para mulheres empreenderem no mercado.

Já existem diversos programas para incentivo ao empoderamento feminino na área canábica. Um exemplo é o ”Women Empowered in Cannabis” (Mulheres Empoderadas na Cannabis), uma comunidade global de mulheres atuando na indústria da cannabis, que busca unir e fortalecer a presença feminina na área.

(Imagem: reprodução Haus of Jane)

A High Times, primeira revista sobre cannabis do mundo, também busca incentivar e reconhecer as mulheres através da sua nomeação ”Female 50”, que teve início em 2020. 

O ”Female 50” apresenta cinquenta mulheres em todas os segmentos da cannabis, da investigação aos negócios e da política ao ativismo, que deixaram a sua marca na área de uma forma significativa e impactante. 

Na primeira edição, do ano passado, uma brasileira fez história: Vivi Sedola foi nomeada entre as cinquenta mulheres mais influentes na lista da High Times. Vivi é fundadora do Dr.Cannabis e participou de uma live em nosso perfil do Instagram!

Durante a live, Vivi comentou sobre a importância da participação feminina na área canábica, além de compartilhar sua trajetória e sua importante atuação na área canábica no Brasil, como empreendedora e ativista, bem como sobre os avanços da cannabis medicinal no Brasil.  

E pensando em empoderamento feminino no mercado canábico, aqui no Brasil também existe o projeto ”Xah com Mariaz”, comandado por Kátia Cesana, Danila Moura e Maria Cordeiro. A Xah com Mariaz é a primeira edtech de cannabis para mulheres no Brasil, que busca facilitar o empreendedorismo canábico feminino através da educação. 

Com esses avanços e desenvolvimentos da área canábica, vemos que existe um senso de conscientização sobre a necessidade de tornar a indústria da cannabis o mais inclusiva possível, o que leva a um esforço entre diversos movimentos, organizações econômicas, sociais e governamentais em abrir cada vez mais espaço para diversidade.

(Imagem: reprodução Los Angeles Magazine)

Fiquem ligades no perfil do @ganjatalks no Instagram que estão rolando lives semanais ampliando os debates sobre a cannabis.

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