Já que são as fêmeas que dão a onda, nesta indústria em que a planta é reverenciada, as mulheres têm ocupado espaços de tomada de decisão, em diferentes partes diferentes do negócio, consideradas verdadeiras deusas verdes. 

A evolução da indústria canábica tem atraído olhares dos mais variados segmentos, ao abrir caminho em diversos empreendimentos. E é nesse contexto de marcar presença, que as mulheres se destacam em diversas sessões do mercado canábico mundial. 

Muitas profissionais com estilos de vida e profissões relacionadas à cannabis estão começando sua carreira em espaços verdes, além das novas especializações que permitem se “graduar” na maconha. Há também quem assuma lugares, como algumas das engrenagens mais integradas da roda,  mesmo que ainda sejam raras, no topo das empresas e nos conselhos.

Adeptas e incentivadoras das mudanças, sejam elas de cenário, países ou legislação, ao se adaptar aos dilemas ainda em evolução da indústria, e em uma escala global, essas mulheres tem grandes desafios, e claro, muita determinação. 

Conheça alguns dos grandes nomes que têm feito a diferença. 

Tseli Khiba

A jovem advogada é de Lesoto, na África. Como consultora de cannabis, fornece aconselhamento jurídico a empresas, organizações de defesa e até mesmo indivíduos que operam na indústria verde. Ela também é, por definição, ativista, redatora legislativa, YouTuber e cultivadora amadora. 

Em conversa com a High Times, Khiba explicou sobre sua entrada na indústria canábica “No início, fui designada para um projeto relacionado à cannabis no trabalho. Comecei a fazer mais pesquisas e aprendi mais sobre os usos da planta, a razão (ou a falta dela) de sua proibição e as vastas oportunidades e potencial da indústria. O que encontrei ressoou com valores, paixão e interesses.” 

Khiba acredita que o futuro da cannabis na África é emocionante, mas também guarda seus desafios. “Acho que mais países se abrirão para a cannabis medicinal e o cânhamo industrial”, afirma. 

Ela espera ver mais países africanos descriminalizando a cannabis. “A abordagem atual é insustentável, pois perpetua estereótipos negativos sobre a planta e deixa muita gente vulnerável ​​ao assédio contínuo por parte dos policiais”, completa Khiba. E continua, “Gostaria de ver o negócio se tornar mais inclusivo, integrando conhecimentos e métodos tradicionais africanos e garantindo o acesso do paciente à medicina à base de cannabis.”

Imagem: Cannatech

Barbara Arranz 

Barbara Arranz é fundadora da Linha Canábica da Bá, que surgiu através da necessidade de cuidar de seu terceiro filho, Raul, que nasceu com Síndrome de Asperger. A brasileira, naquela época, cursava faculdade de biomedicina, e começou a explorar, durante as aulas de determinadas disciplinas, as possibilidades do uso e aplicação da cannabis. 

Foi quando ela conheceu a Associação de Apoio à Pesquisa e a Pacientes de Cannabis Medicinal (Apepi), que lhe apresentou o óleo fitoterápico de cannabis. 

Tempos depois, Arranz se especializou em tratamentos com cannabis na Learn Sativa University, na Flórida (EUA), e frente ao conhecimento adquirido e a demanda observada, notou que havia um nicho carente a ser explorado.

A popularidade da marca é notável no Brasil, contando com equipe especializada para atendimento de brasileiros em seu canal de atendimento. Sediada na Espanha, em 2020, a Linha Canábica da Bá teve faturamento de R$3 milhões, com oito meses de operação. A expectativa para 2021 é dobrar esse valor, com vendas da Espanha ao Brasil. 

Imagem: María Eduarda Arranz Sánchez Palencia

Greta Carter

Carter ajudou a escrever a Iniciativa 502 de Washington, medida que legalizou a maconha para qualquer pessoa com 21 anos ou mais, e criou a primeira organização de comércio de maconha do estado, a Coalition for Cannabis Standards & Ethics. 

Durante anos, percorreu o caminho tradicional de uma mulher de negócios, desfrutando de carreiras de sucesso em bancos internacionais e no mercado imobiliário. Hoje em dia, ela continua sendo uma mulher de negócios, mas “tradicional” é um padrão em rápida evolução.

Desde 2009, ela tem sido uma voz aberta na indústria da cannabis, o que a levou a uma série de funções de advocacy e empreendimentos comerciais, incluindo o Cannabis Training Institute. Cannabis Training Institute oferece cursos em uma variedade de assuntos, incluindo elaboração de planos de negócios, cultivo, cannabis como medicamento, imobiliário, direito e política.

Imagem: Garrett Rudolph

Mary Jane Gibson

Ser chamada Mary Jane e trabalhar na indústria legal de cannabis, é unir a vida e a ambição, de Mary Jane Gibson. A atriz, escritora e ex-editora de estilo de vida, entretenimento e cultura do “High Times”, viaja pelo mundo para acompanhar a legalização do uso recreativo e medicinal da maconha desde 2007. Com a sorte de ter seu nome relacionado à maconha, além de criativa, Mary Jane certamente sabe escrever.

Entrevistou personalidades públicas, celebridades e especialistas do setor em vários canais ao longo dos anos e permanece fazendo, em seu podcast Weed + Grub. Segundo a Complex Magazine, Mary Jane Gibson é considerada “uma das 15 mulheres mais poderosas do setor da erva”.

Imagem: Forbes

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