O último sábado (29) foi marcado por manifestações em, pelo menos, 24 capitais brasileiras. A população foi às ruas, em protesto ao atual governo e, nas reivindicações, reverberou o pedido de impeachment contra o atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido). 

Gestão irresponsável

Uma das principais pautas das manifestações era a indignação frente a irresponsabilidade da gestão nacional no enfrentamento à pandemia, que já vitimou quase meio milhão de brasileiros. Outro importante fator de incentivo ao posicionamento dos protestantes vem em resposta aos atos a favor do governo, realizados nos últimos fins de semana por apoiadores do atual governo. 

É importante ressaltar que, se o povo protesta em meio a uma pandemia, significa que o governo é mais perigoso que o próprio vírus e, por isso, dizeres como “Vacina Já”, “Fora Bolsonaro” e “Impeachment Já” ilustraram as ruas, representando os pedidos da população. Mesmo diante do risco de contágio, os manifestantes procuraram manter as medidas de segurança para se posicionar frente tamanha atrocidade que vem sendo praticada contra a nação brasileira. 

Famosos, personalidades do esporte e até do cinema mundial utilizaram as redes sociais para enviar mensagens positivas aos brasileiros. E, mesmo diante da mobilização brasileira que contagiou o mundo, as declarações de Jair Bolsonaro continuam a surpreender. 

Negacionismo

Em conversa com apoiadores, na manhã desta segunda-feira (31), o negacionista sem partido declarou que “pouca gente” participou das manifestações do último fim de semana contra a sua gestão. 

E completou: “Você sabe porque teve pouca gente nessa manifestação da esquerda agora no fim de semana? Porque a PF (Polícia Federal) e a PRF (Polícia Rodoviária Federal) estão apreendendo muita maconha pelo Brasil. Faltou erva para o movimento. E faltou dinheiro”, disse aos risos.

A forma equivocada de subestimação dos manifestantes, a falácia de que sejam movidos por dinheiro e, nesse caso, a falta dele, bem como o julgamento de que as apreensões pelo país tenham enfraquecido as movimentações anti genocídio, são a clara afirmação do posicionamento falho e negacionista do presidente, refletido não apenas à pandemia, mas também na rejeição cativada constantemente pelo próprio presidente. 

Neste cenário que aponta insatisfação histórica, atenuada diariamente pelas ofensas e episódios de descaso do atual governo, a nação brasileira sobrevive. Vale lembrar que foram ignorados pelo menos 34 e-mails da Pfizer, enviados durante seis meses, na tentativa de propor algum acordo pró vacinação. De encontro com tamanha irresponsabilidade, presenciamos também episódios de recusa e menosprezo das pesquisas do Instituto Butantan.

Seja com ou sem erva, com ou sem dinheiro, com ou sem apoio das forças governamentais, afirmamos ainda há esperança, ainda há tempo para mudança e é de nossa responsabilidade nos posicionar. 

São tempos de caos, protejam-se e se cuidem. Sejamos nós a mudança que esperamos ver. 

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