O serviço de entregas passou de tendência para necessidade com a chegada da pandemia e consequente isolamento social. Para não ter que se deslocar, nem se expor, a maior parte da população mundial passou a fazer todas as compras com o serviço de entrega: desde comidas e bebidas alcóolicas até medicamentos e cannabis!

O mercado de delivery se tornou essencial, estimulando o consumo e influenciando hábitos da população, seja pelo aumento de pedidos de um mesmo usuário, seja pela adesão de novos às plataformas de entrega. Segundo reportagem do Jornal da USP ”dados do setor mostram salto de 155% no número de usuários de março a abril do ano passado, quando o estimado para o período era de 30%. O crescimento de pedidos também acompanhou o crescimento de usuários, atingindo expressivos 975% de aumento”.

”Levantamento da Statista, empresa especializada em dados de mercado e consumidores, mostra o Brasil como destaque no segmento de delivery na América Latina em 2020. O País foi responsável por quase metade dos números do delivery, 48,77%. Em seguida estão México e Argentina, com 27,07% e 11,85%, respectivamente. As previsões para 2021 são de mais crescimento e estimam um movimento de aproximadamente US$ 6,3 trilhões do delivery em todo o mundo até dezembro”.

Desde o início do isolamento social no Brasil, em março de 2020, até dezembro do mesmo ano, houve um aumento de 187% em gastos com delivery.

Solução para empreendedores

Sem a disponibilização dos serviços de delivery, muitos empreendedores já teriam fechado as portas. A possibilidade de entrega de todos os tipos de produtos permitiu que os estabelecimentos que tiveram que fechar com lockdown ou restrições de funcionamento pudessem continuar vendendo. 

Pensando no mercado auxiliar da cannabis, empresas também tiveram que adotar a logística de entrega para atender a demanda. Por lei, é proibido vender produtos fumígenos na internet, bem como a propaganda, por isso, é praticamente impossível encontrar tabaco, seda ou derivados nos aplicativos tradicionais de entrega.

Dessa forma, tabacarias, head shops e conveniências ficam responsáveis pela entrega de seus produtos, não podendo vender através dos aplicativos mais conhecidos.

Delivery de cannabis

A maconha não ficou de fora do ”boom” nos serviços de entrega. 

Em países onde a cannabis já é legalizada, dados da BDSA (consultoria especialista no mercado canábico) mostram que as vendas de maconha através de delivery e retirada saltaram para 40% só durante a primavera.

Além disso, empresas especializadas viram seus lucros duplicarem com a entrega de cannabis. Em matéria para Forbes, a empresa Onfleet, focada em delivery, de San Franciso, Califórnia, afirma que desde o começo da pandemia, a entrega de maconha e álcool aumentaram 300%.

Em Estados norte-americanos onde a cannabis ainda é ilegal, o serviço de delivery de cannabis também acontece em larga escala, e o mesmo observamos no Brasil. 

Um fato curioso, comentado por um empresário estadunidense à Forbes, é que o crescimento e as taxas de adoção do cliente ao delivery de cannabis são mais rápidos do que o delivery do álcool por uma razão simples: a entrega de álcool não existia há alguns anos e os clientes estão acostumados a comprar bebidas nas lojas físicas há 87 anos. No caso da maconha, o delivery é a maneira como as pessoas já compravam. Os dispensários é o novo comportamento de compra. O empresário ainda afirma: ”O delivery é como as pessoas compram maconha”.

A pergunta que fica é: será que vai demorar muito para podermos receber cannabis legalmente na porta de casa no Brasil?

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