O mercado da cannabis não para de crescer ao redor do mundo, com um número crescente de países liberando a maconha medicinal, recreativa e industrial. No Brasil, mesmo com a cannabis ainda ilegal, o mercado canábico também está se desenvolvendo, como mercado auxiliar.

Mercado verde

A cannabis é uma planta tão rica que todas as suas partes podem ser utilizadas para alguma finalidade. Existem em torno de 25 mil itens com aplicação da cannabis, desde roupas, cosméticos e medicamentos, até combustíveis, alimentos e materiais para construção. 

Aqui no Brasil, enquanto ainda aguardamos a liberação da cannabis medicinal, os negócios relacionados à planta ”caminham pelas bordas”

O mercado auxiliar aqui no país compreende tabacarias, head shops, grow shops, clínicas de cannabis, estúdios de comunicação, produção de conteúdo, empresas da área jurídica, fintechs, aceleradoras de startups e empresas farmacêuticas, tudo relacionado à cannabis, considerada a aposta do século por conta das diversas aplicações e benefícios que apresenta.

É difícil estimar exatamente quanto esse mercado movimenta, mas segundo relatório da New Frontier Data, o mercado legal e ilegal da cannabis chega a movimentar em torno de R$ 10 bilhões no Brasil. Se legalizada, podemos facilmente nos tornar um dos gigantes da cannabis.

Oportunidades da cannabis medicinal

Se a cannabis medicinal for legalizada, ela sozinha poderá movimentar em torno de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões em 3 anos, compreendendo usos para dor crônica e para doenças sem dores crônicas.

Nesse cenário da provável legalização da cannabis medicinal, se engana quem pensa que apenas as indústrias farmacêuticas se beneficiarão com a legalização. É fato que essas estarão à frente do desenvolvimento da cannabis para fins terapêuticos, mas outras empresas da área terão o importante papel de facilitar o desenvolvimento da área medicinal da maconha, sendo responsáveis por serviços auxiliares: como laboratórios, empresas de comunicação e criação de conteúdo relacionados à cannabis, aceleradoras, empresas relacionadas ao plantio e cultivo, laboratórios, consultorias jurídicas, formação educacional para médicos e profissionais da saúde e por aí vai. 

Semana passada, o relator do PL 399/2015, que prevê a legalização da cannabis para fins medicinais no Brasil, apresentou parecer favorável ao projeto e estabeleceu diversas regras para o plantio, produção, comercialização e pesquisa da cannabis medicinal, em um texto substitutivo, que inclui, inclusive, não apenas os usos medicinais da planta, mas também uso em pesquisas científicas e industriais, o que poderá gerar mais oportunidades no Brasil. Agora a lei avança para que os demais integrantes da Comissão apresentem emendas ao substitutivo.

Realidade

Enquanto esperamos a maconha medicinal ser aprovada, o mercado auxiliar, mesmo para a maconha recreativa, segue crescendo à medida que observamos uma maior aceitação social da planta, quando comparada a alguns anos atrás. 

Tabacarias, head shops, grow shops, empresas da área jurídica, estúdios de comunicação, fintechs e aceleradoras que apostam no emergente mercado da cannabis seguem desenvolvendo seus business para atender as demandas que já existem em relação ao consumo da cannabis. Mesmo não tendo nenhum envolvimento direto com a planta, esses negócios oferecem o suporte ao mercado ainda ilegal da maconha. 

Apesar do proibicionismo, o consumo e comércio da cannabis nunca deixaram de existir e os negócios legais que atuam na área canábica vão se reinventando para atender os consumidores. Esperamos que no futuro (não muito distante) diversos business canábicos poderão comercializar, de fato, a maconha no Brasil. 

Se quiser saber mais sobre o mercado canábico brasileiro, temos um curso no Ganja Talks University sobre como aproveitar as oportunidades desse mercado aqui, bem como em países onde a erva já é legalizada.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.