Além de descriminalizar o uso adulto e exportar maconha medicinal, Israel estuda a erva para o tratamento contra o coronavírus COVID-19

Israel já é um dos países que realiza grandes pesquisas relacionadas à maconha e, agora, os pesquisadores estão desenvolvendo mais estudos para entender como a cannabis pode ajudar no tratamento de pacientes com os sintomas mais agudos do coronavírus COVID-19. A pandemia está causando diversas rupturas na sociedade, principalmente em relação à saúde das pessoas, já que a doença é capaz de levar à morte.

Em parte dos casos, o sistema respiratório das pessoas infectadas pelo COVID-19 é muito prejudicado. Além da fadiga, a doença também é responsável por falta de ar e, em casos piores, a sensação de afogamento. Os pesquisadores do Centro de Pesquisa sobre Cannabis do Rambam Health Care, em Israel, acreditam que as propriedades anti-inflamatórias da maconha — mais encontradas no CBD — podem ajudar no tratamento e diminuir as chances de problemas mais graves.

Essas propriedades anti-inflamatórias podem prevenir inflamações graves, como a tempestade de citocinas, uma reação que descontrola as células imunológicas e pode levar à morte. Os cientistas já estão estudando os efeitos da planta em pacientes com complicações relacionadas ao coronavírus COVID-19 e, nos próximos meses, serão realizados os primeiros ensaios clínicos para validar ou desvalidar os dados que estão sendo coletados.

Para entender como a maconha pode ajudar no tratamento, os cientistas vão estudar amostras de células inflamatórias retiradas de pacientes com COVID-19. Assim, eles poderão assimilar os efeitos de diversos tipos de canabinoides e estudar mais para compreender o processo biológico da doença.

“A cannabis possui propriedades anti-inflamatórias conhecidas e estamos realizando pesquisas avançadas sobre o uso da maconha no tratamento de outras doenças com respostas inflamatórias generalizadas. No início da epidemia de COVID-19, direcionamos nossos esforços e experiências para participar da batalha mundial contra essa pandemia”, disse o diretor do Centro de Pesquisas sobre Cannabis, Dr. Igal Louria-Hayon.

Os pesquisadores conseguiram identificar 15 estirpes de maconha que ajudam a combater a tempestade de citocinas, que é uma das principais causas de morte por COVID-19. Eles acreditam que os canabinoides combinados com o sistema endocanabinóide do ser humano pode ajudar o sistema imunológico a combater o coronavírus, ou até mesmo outros invasores indesejados.

Felizmente, essa não é a única pesquisa que está relacionando a maconha ao tratamento para o coronavírus. Empresas como a Stereo Biotech e o laboratório Clarit, também de Israel, estão desenvolvendo suas próprias pesquisas. Também há pesquisadores canadenses estudando sobre os efeitos da maconha na intenção de reduzir casos graves de COVID-19.

Fontes: Rambam Health Care

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