Após o parto da primeira filha, Celia Behar começou a ter problemas que indicavam uma séria depressão pós-parto. Chorava incontrolavelmente, sentia uma falta de conexão com a filha, além de ter ataques nos quais tentava se machucar. Para tratar a condição, Behar começou a tomar Prozac, um potente anti-depressivo, que resolvia a depressão de maneira paliativa, além de deixar a mãe com insônia e dores de cabeça.

Quando Behar teve seu segundo bebê, ela optou por utilizar cannabis, de maneira medicinal, com um tratamento similiar a quem sofre de stress pós traumático. Os resultados foram imediatos. Ela retomou seu trabalho, conseguiu se conectar de maneira satisfatória com as filhas além de conseguir lidar melhor com situações estressantes.

A história de Behar chegou à TV americana pelo canal KXAN, uma emissora do estado do Texas que recentemente publicou um especial sobre um grupo de mães que, assim como Celia Behar, estão recorrendo à cannabis para tratar da condição. No Texas, a maconha ainda é estritamente proibida, o que faz com que as mães tenham que agir secretamente para tratar seus problemas. No caso de Behar, ela tem uma imensa vantagem, já que mora na Califórnia, onde a cannabis é amplamente usada tanto recreativa quanto medicinalmente.

As mães são da cidade de Austin, e apesar do governo estadual contar com um programa de maconha medicinal, muitas ainda precisam recorrer ao mercado ilegal para conseguir as plantas necessárias para seus casos. Somente variedades ricas em CBD e com baixo teor de THC são admitidas pelas autoridades, e o acesso é restrito, sendo permitido somente à pacientes que sofrem de epilepsia.

Diante de tal situação, o Senador texano Jose Menendez entrou com uma proposta de emenda para que o acesso à maconha medicinal fosse ampliado no estado, podendo atender a outros pacientes, como pessoas com stress pós-traumático, dores crônicas e às mães com depressão-pós parto.

Atualmente, 28 estados utilizam a cannabis para o tratamento de inúmeras doenças e enfermidades, incluindo a depressão pós-parto. Ainda que lentamente, o estigma negativo da cannabis vai se modificando, dando lugar à práticas e recursos benéficos para a qualidade de vida de inúmeros cidadãos norte-americanos.

Fontes: http://hightimes.com/news/secret-gang-of-texas-mothers-using-marijuana-to-treat-postpartum-depression/

http://kxan.com/2017/02/07/moms-secretly-treating-postpartum-depression-with-marijuana/

Imagens: Dallas Voice; Marijuana News; Dailydot.com

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