O debate nacional sobre a cannabis medicinal na Câmara dos deputados argentina vem esquentando e produzindo resultados, até agora, positivos, porém, com ressalvas para os defensores da erva. Em decisão nesta última quarta-feira, 23, os deputados aprovaram, por 221 votos um projeto de regulação para importação de consumo de óleo de cannabis para pacientes de enfermidades diversas.

O texto proposto pelo partido Cambiemos, o mesmo do presidente Mauricio Macri, prevê medidas para a pesquisa científica da cannabis e seus derivados. Porém, o projeto não prevê nenhum tipo de regulação para o autocultivo, o que gerou protestos por parte de mães de pacientes canábicos e de organizações que lutam pelo direito ao plantio.

A presidenta da Mamá Cultiva, Valeria Salech afirmou que a aprovação do autocultivo é a única maneira de democratizar o acesso aos medicamentos.”O que nós buscamos é a aprovação do autocultivo, porque é isso que já fazemos” disse ela. Outra integrante da Mamá Cultiva, Pamela Vicente afirmou que “faz seis meses que estamos no Parlamento lutando para que nos escutem. Queremos que a lei nos contemple e nesse momento, nos sentimos desamparadas”.

Embora a proposta seja interessante para o avanço do debate, ela não atinge diretamente a todos e todas que precisam dos medicamentos e que atualmente, já cultivam para obter parte de seus remédios, e portanto, estão sujeitas à penalização da lei.

Outros países da América do Sul como Chile, Colômbia e Uruguai já descriminalizaram o uso e cultivo para fins medicinais e os resultados obtidos tem sido bastante positivos, tanto no âmbito das famílias que precisam dos remédios quanto nas pesquisas desenvolvidas. Resta esperar se as demandas das mães argentinas será atendida. O projeto de lei agora será encaminhado ao Senado para análise e eventual aprovação definitava com status de lei.

Fontes: http://www.clarin.com/sociedad/Historico-sancion-Congreso-terapeutico-cannabis_0_1692430877.html

Imagens: internacional.elpais.com/; panampost.com/; piensaverde.eu/

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